tecnologia, política, arte – coisas que movem o mundo

acredito no poder do bom diálogo, bom design, e bom código - e é isso que tento fazer a cada dia

Cenas de dor e sofrimento

Representação pra quê?

Defender que o centro acadêmico pare de perder tempo discutindo política institucional e oficial não é pedir um centro acadêmico apolítico. Tampouco é defender que se pare a mobilização estudantil de todo tipo. É apenas pedir que coisas não relacionadas sejam devidamente separadas, e que nossa atenção se concentre naquilo que o onze de agosto concretamente pode e deve fazer.

shuffling

Mudar para manter

A nova grade curricular da Faculdade de Direito da USP inova tanto em relação a sua predecessora quanto um carteado após ser embaralhado e ter três ou quatro de suas cartas retiradas: a ordem muda, isto vai aqui ou pra lá, mas tudo fica a mesma coisa.

November 8 1950

Published caption: A pleasantly brisk day and perfectly executed martial music combined yesterday to give 2,700 persons a more than enjoyable afternoon at the Marine Band matinee concert, Lang Field. Spectators above express complete contentment as they sit in the sun and listen to the band.

03/20/1979: Blacks in the "colored section" of Al Lang field in 1950; until the 1960s segregation was a way of life for blacks in St. Petersburg.

Direito, definições e martelos

Se nenhum sistema legal existente na realidade é capaz de atingir satisfatoriamente certas definições normativas de “Direito,” e se pode mesmo ser impossível fazê-lo (como sustento), de que servem tais definições? Se a intenção de tais definições, mais que criar um padrão inatingível, é de orientar o Direito à Justiça, por que não começar identificando as próprias limitações do Direito em efetivar a Justiça? Por que não separar adequadamente ambos os conceitos, de forma a deixar o mais clara possível a frequente incompatibilidade entre eles?

Solving today's prisons

Cabe mais um?

E se não pudéssemos prender mais gente do que nossas prisões conseguem comportar?

Argumentar pela liberdade por falta de vagas não se trata de clamar por impunidade ou fazer apologia ao crime, mas sim de pedir que a dignidade de seres humanos seja respeitada, e de criar reais incentivos para que o Estado repense sua atuação como repressor e aplicador da justiça. Trata-se de defender a humanidade de alguns dos mais mal tratados membros de nossa sociedade, de defender o enorme valor da autodeterminação individual, hoje tolhida por uma legislação opressora e moralista, de defender a ideia de um país melhor para todos.