tecnologia, política, arte: coisas que movem o mundo

Acredito no poder do bom diálogo, bom design, e bom código - e é isso que tento fazer a cada dia. Tento enxergar a realidade de forma sistêmica e holística, sem jamais deixar de levar em conta as contribuições de diferentes abordagens e pontos de vista, buscando análises e soluções mais justas, eficientes e realistas para problemas complexos.

Vehicles (ilustração da p. 93)

Li em algum lugar: Vehicles – Experiments in Synthetic Psychology

Como é que comportamentos complexos, como aqueles observados em vertebrados e, é claro, humanos, podem surgir a partir de elementos inanimados “simples” como elétrons, átomos, moléculas ou células? Como a evolução deu origem à consciência? (…) A abordagem de Braitenberg a essa questão consiste em imaginar o que ele chama de “veículos,” inicialmente objetos simples formados por sensores (para leitura de luz, substâncias químicas, etc.) conectados a motores que o fazem se mover rápido ou devagar, em direção a ou para longe de alguma coisa.

"Map 42: The Synergistic Mind: Buckminster Fuller, Ruth Benedict and Abraham Maslow," de Maps of the Mind (1982), de Charles Hampden-Turner

Atualizações e Cognição

É [a] busca da compreensão da cognição (humana e diversas outras) que tem sido meu objeto de atenção nos últimos tempos. Sobretudo, me interessam as implicações dos achados e teorias desenvolvidas nesses campos sobre áreas como as relações humanas, o processo de aprendizagem (e logo a educação), a organização e interações sociais, e até a exploração direta da consciência e da mente. Do ponto de vista acadêmico, até mesmo por estar inserido em uma graduação em Direito, as consequências políticas e morais desses assuntos me atraem particularmente. Por exemplo, as noções tradicionais de livre-arbítrio, identidade, vontade, altruísmo/egoísmo, individualidade, natural/construído, biológico/social, igualdade/diferença e outras, que tomamos muitas vezes como óbvias e dadas, são profundamente questionadas (senão, destruídas e tornadas sem sentido) quando aprendemos mais sobre o que somos.

Elegendo uma Nova Eleição

Elegendo Uma Nova Eleição: um guia interativo de sistemas eleitorais alternativos

Como o poder vem “do povo” se a liberdade de escolha dada a esse mesmo povo é tão absurdamente restrita e cheia de características arbitrárias e contingentes?

Não vou tentar responder nada disso aqui. Mas vou divulgar algo que pode nos ajudar a pensar sobre isso, juntos: Elegendo uma Nova Eleição – um guia interativo de sistemas eleitorais alternativos. Essa maravilhosa exploração explorável, desenvolvida pelo incrível Nicky Case, não só nos explica como os nossos sistemas de votação tradicionais são defeituosos e péssimos, mas nos deixa explorar e interagir com sistemas alternativos, montando cenários diferentes e avaliando as consequências práticas de mudar a forma que votamos.

Cenas de dor e sofrimento

Representação pra quê?

Defender que o centro acadêmico pare de perder tempo discutindo política institucional e oficial não é pedir um centro acadêmico apolítico. Tampouco é defender que se pare a mobilização estudantil de todo tipo. É apenas pedir que coisas não relacionadas sejam devidamente separadas, e que nossa atenção se concentre naquilo que o onze de agosto concretamente pode e deve fazer.

shuffling

Mudar para manter

A nova grade curricular da Faculdade de Direito da USP inova tanto em relação a sua predecessora quanto um carteado após ser embaralhado e ter três ou quatro de suas cartas retiradas: a ordem muda, isto vai aqui ou pra lá, mas tudo fica a mesma coisa.

November 8 1950

Published caption: A pleasantly brisk day and perfectly executed martial music combined yesterday to give 2,700 persons a more than enjoyable afternoon at the Marine Band matinee concert, Lang Field. Spectators above express complete contentment as they sit in the sun and listen to the band.

03/20/1979: Blacks in the "colored section" of Al Lang field in 1950; until the 1960s segregation was a way of life for blacks in St. Petersburg.

Direito, definições e martelos

Se nenhum sistema legal existente na realidade é capaz de atingir satisfatoriamente certas definições normativas de “Direito,” e se pode mesmo ser impossível fazê-lo (como sustento), de que servem tais definições? Se a intenção de tais definições, mais que criar um padrão inatingível, é de orientar o Direito à Justiça, por que não começar identificando as próprias limitações do Direito em efetivar a Justiça? Por que não separar adequadamente ambos os conceitos, de forma a deixar o mais clara possível a frequente incompatibilidade entre eles?